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HENRIQUE HANDEL | FUNDADOR E ATUAL CEO DA DENTAL LIGHT Novas instalações da Dental Light marcam uma nova fase de expansão e inovação

Com a abertura das novas instalações em Braga a marcar uma nova fase no seu desenvolvimento, a Dental Light reforça a sua posição no setor da medicina dentária em Portugal e consolida a sua estratégia de crescimento sustentado. Em entrevista o fundador e atual CEO, Henrique Handel reflete sobre a evolução da marca, os desafios da literacia em saúde oral no país, a crescente procura por tratamentos de estética e reabilitação oral, bem como os planos ambiciosos de expansão nacional e internacional. O responsável partilha ainda a filosofia que orienta a Dental Light, onde a confiança, a empatia e a formação contínua assumem um papel central na experiência do paciente e na construção de uma organização orientada para o futuro da medicina dentária.

 

A Dental Light nasceu em 2009 com a missão de democratizar o acesso à medicina dentária. 17 anos depois, considera que o sector em Portugal evoluiu nesse sentido?

Sem dúvida que houve uma evolução significativa e acredito que a Dental Light teve um papel relevante nesse processo. Hoje existe uma medicina dentária mais acessível em Portugal, embora continuemos a falar de tratamentos naturalmente dispendiosos. O nosso compromisso sempre passou por encontrar soluções que permitissem reduzir essa barreira económica sem comprometer a qualidade clínica. O modelo da Dental Light assenta numa lógica de escala: trabalhamos com margens mais reduzidas, compensadas pelo volume de tratamentos e pelo número de pacientes. Desde o primeiro dia, a empresa foi pensada para crescer, precisamente porque a viabilidade deste conceito dependia dessa dimensão. Só através dessa escala conseguimos negociar com parceiros estratégicos e criar condições para que todos acompanhassem esta visão de acessibilidade. É o funcionamento natural de uma economia de escala aplicada à saúde, sempre com foco no benefício do paciente.

Quando criou a Dental Light, acreditava que seria possível conciliar acessibilidade, qualidade clínica e sustentabilidade financeira numa área historicamente associada a custos elevados?

Esse sempre foi o grande desafio. Tornar os tratamentos mais acessíveis nunca poderia significar reduzir a qualidade. O esforço está nas margens, nunca no serviço prestado ao paciente. Somos extremamente exigentes com aquilo que entregamos, quer ao nível clínico, quer na experiência proporcionada em cada contacto com a marca. A qualidade é um princípio inegociável para nós e exige um equilíbrio muito rigoroso entre eficiência operacional, sustentabilidade financeira e excelência médica. É um caminho exigente, mas é também motivo de enorme satisfação perceber que diariamente conseguimos manter esse compromisso com resultados positivos.

O conceito de “democratização da medicina dentária” tornou-se uma assinatura da marca. Como é que esse princípio se traduz, concretamente, na experiência diária dos pacientes?

Traduz-se, antes de mais, na possibilidade de os pacientes encontrarem na Dental Light condições económicas muito competitivas, sempre associadas a um serviço de excelência. A cultura da empresa assenta em quatro pilares fundamentais. O primeiro são as pessoas, que representam o centro de tudo aquilo que fazemos. O segundo é a inovação e a excelência, refletidas na qualidade clínica e na experiência proporcionada. O terceiro é o futuro: tomamos decisões não apenas com base na realidade atual, mas sobretudo naquilo que queremos alcançar enquanto organização. Por fim, existe o orgulho no trabalho desenvolvido, na identidade da marca e, sobretudo, no impacto positivo que conseguimos gerar na vida das pessoas.

A Dental Light foi pensada desde o início como um projeto de escala. O que viu no mercado português que outros operadores ainda não estavam a ver?

A motivação nasceu de uma experiência muito pessoal. Em 2009 já tinha cerca de 20 anos de carreira como médico dentista e sentia uma enorme frustração ao perceber que muitos pacientes, apesar de necessitarem de tratamentos, sobretudo na área da implantologia, não tinham capacidade económica para os realizar. Essa realidade marcou-me profundamente. Via pessoas motivadas para recuperar a sua saúde oral, mas impedidas de avançar por razões financeiras. Foi precisamente essa frustração que esteve na origem da Dental Light: procurar uma solução que permitisse alargar o acesso a tratamentos de qualidade. Naturalmente, não existe uma solução universal e continuará sempre a haver quem enfrente dificuldades económicas. No entanto, conseguimos aumentar significativamente o número de pessoas que hoje têm acesso aos cuidados de que necessitam, mantendo intacto o compromisso com a qualidade clínica.

Até que ponto a identidade 100% portuguesa da Dental Light influencia a cultura da empresa e a relação com os pacientes?

Ser uma empresa 100% portuguesa tem um significado importante por duas razões essenciais. A primeira prende-se com a cultura de trabalho portuguesa, que considero extremamente valiosa. Muitas vezes o talento existente não encontra as condições ideais para se expressar plenamente, mas quando essas condições existem, os profissionais portugueses demonstram enorme capacidade, dedicação e competência. A segunda razão está relacionada com a qualidade da medicina dentária praticada em Portugal. Temos profissionais altamente qualificados e uma medicina dentária equiparada às melhores referências internacionais. É uma área em que Portugal se destaca claramente e da qual nos devemos orgulhar.

“As pessoas são o centro da Dental Light”

A Dental Light cresceu rapidamente logo nos primeiros anos. Em que momento percebeu que o projeto tinha potencial para se transformar numa referência nacional?

Tudo começou com a validação do conceito. Precisávamos de perceber se o modelo era sustentável e se podia ser escalado de forma consistente. Houve uma fase inicial de crescimento rápido, mas, posteriormente, optámos por consolidar a estrutura, reforçar equipas, otimizar processos e criar bases sólidas para o futuro. Nos últimos dois anos voltámos a acelerar o crescimento porque sentimos que reuníamos finalmente as condições necessárias para expandir com segurança, consistência e capacidade de resposta. Crescer de forma sustentável implica garantir que os alicerces estão devidamente preparados para suportar essa evolução.

O crescimento da Dental Light parece ter sido feito de forma gradual, mas muito consistente. Como se constrói um modelo de crescimento sustentável num sector tão sensível como a saúde?

Constrói-se através de uma forte aposta na cultura organizacional e na formação das equipas. É essencial que todos os colaboradores e parceiros partilhem os mesmos valores, a mesma missão e o mesmo propósito. Queremos que cada pessoa sinta que faz parte de uma empresa com consciência social, com objetivos claros e com uma visão de longo prazo. Outro princípio fundamental passa por reconhecer e valorizar quem contribui para o crescimento da organização. Essa cultura de compromisso e envolvimento coletivo é determinante para garantir sustentabilidade num sector tão exigente como o da saúde.

Tem defendido frequentemente que “as pessoas sustentam o crescimento”. Este é, portanto, o fator que distingue a cultura interna da Dental Light?

Sem dúvida. As pessoas são o centro da Dental Light. Costumo dizer que nós não tratamos apenas dentes; tratamos pessoas que têm dentes. Isso muda completamente a perspetiva. Pacientes, colaboradores e parceiros devem estar no centro da nossa atenção. Uma equipa motivada e valorizada transmite naturalmente essa energia ao paciente. Pelo contrário, ambientes internos negativos refletem-se inevitavelmente na experiência final. A cultura organizacional tem impacto direto na qualidade do serviço prestado.

O sector da medicina dentária enfrenta uma enorme pressão ao nível da retenção de talento. Como é que a Dental Light procura diferenciar-se enquanto empregador?

A diferenciação começa pelas condições de trabalho. Naturalmente, a componente remuneratória é importante e procuramos posicionar-nos acima da média do mercado, mas isso, por si só, não é suficiente. Damos uma grande importância à felicidade profissional das nossas equipas. Queremos que cada colaborador sinta que trabalha numa empresa com propósito, responsabilidade social e espaço para crescer. Promovemos uma cultura de liberdade com responsabilidade, onde todas as pessoas têm voz, independentemente da função que desempenham. É fundamental que exista abertura para ouvir sugestões, preocupações e críticas construtivas. Só assim conseguimos criar um ambiente de confiança, proximidade e compromisso coletivo.

Que características procura num profissional para integrar a organização, para além da competência técnica?

Valorizamos muito as competências humanas. A componente técnica é importante, naturalmente, mas procuramos sobretudo pessoas alinhadas com a cultura e os valores da empresa. Temos um processo de recrutamento muito criterioso e acreditamos profundamente na importância da atitude, da energia positiva e da capacidade de trabalhar em equipa. Atualmente somos cerca de 170 pessoas e conseguimos construir um espírito interno muito próprio, assente na entreajuda, solidariedade e proximidade. Gostamos de pensar na Dental Light como uma grande família, no melhor sentido da expressão. Apesar do crescimento contínuo e da ambição de reforçar a cobertura nacional, queremos preservar esta identidade e esta cultura organizacional, porque são parte essencial do nosso ADN.

A inovação tem sido uma das marcas da Dental Light. Que papel desempenha atualmente a tecnologia na transformação da medicina dentária?

A evolução tecnológica na medicina dentária tem sido extraordinária ao longo das últimas décadas. Hoje, a tecnologia é indispensável para garantir tratamentos mais eficazes, precisos e atualizados. Na Dental Light encaramos a tecnologia como uma ferramenta ao serviço dos profissionais e dos pacientes. Seja através de inteligência artificial, equipamentos avançados ou novos métodos clínicos, o objetivo é sempre melhorar a qualidade do tratamento e proporcionar melhores resultados. Por isso, temos realizado investimentos contínuos em inovação tecnológica, porque acreditamos que só assim conseguiremos manter os mais elevados padrões de excelência clínica.

Acredita que a inteligência artificial poderá alterar profundamente a forma como a medicina dentária é praticada nos próximos anos?

A inteligência artificial terá, sem dúvida, um papel muito relevante no futuro da saúde e da medicina dentária. Já hoje permite otimizar processos, melhorar análises, controlar métricas e aumentar a eficiência operacional. No entanto, acredito que a tecnologia deve complementar, e nunca substituir, a intervenção humana. A medicina dentária é uma área profundamente ligada à relação humana, à confiança e à componente emocional. A inteligência artificial consegue replicar processos, automatizar tarefas e apoiar decisões, mas não substitui empatia, sensibilidade ou proximidade. Por isso, o futuro passará necessariamente por um equilíbrio entre inovação tecnológica e valorização da dimensão humana dos cuidados de saúde.

«Acreditamos que a forma mais eficaz de reduzir a ansiedade do paciente passa pela proximidade, pela empatia e pela humanização do atendimento»

O medo e a ansiedade continuam muito presentes na relação de muitas pessoas com o dentista. Como trabalha essa dimensão emocional dentro da organização?

Apesar de as novas gerações já encararem a medicina dentária de forma diferente, muito graças à evolução tecnológica e à possibilidade de realizar tratamentos menos invasivos e traumáticos, o fator emocional continua a ser determinante. Na Dental Light, acreditamos que a forma mais eficaz de reduzir a ansiedade do paciente passa pela proximidade, pela empatia e pela humanização do atendimento. Durante muitos anos existiu uma relação mais distante entre médico e paciente; hoje, essa realidade mudou e valorizamos profundamente a dimensão humana dos cuidados de saúde. Procuramos transmitir essa cultura a todas as equipas, reforçando a importância de compreender os receios de cada pessoa e de acompanhar o paciente de forma próxima. Um tratamento pode ocupar algumas horas da vida de um profissional, mas pode ter impacto durante toda a vida do paciente. É essencial colocarmo-nos no lugar de quem nos procura e ajudá-lo a ultrapassar medos que, embora muitas vezes já não façam sentido do ponto de vista racional, continuam muito presentes emocionalmente.

Continua a existir um défice de literacia em saúde oral em Portugal?

Embora exista hoje uma maior consciencialização para a saúde oral, continua a verificar-se algum défice de literacia nesta área. Esse é um desafio coletivo que deve envolver o Estado, as empresas e a sociedade em geral. Naturalmente, o setor da medicina dentária tem uma responsabilidade acrescida nesse processo e deve assumir um papel ativo na sensibilização da população. A Dental Light tem procurado contribuir através de iniciativas concretas, como o lançamento recente do projeto “O Meu Primeiro Dentista”, desenvolvido em parceria com a Science4you, através de um kit educativo direcionado às crianças. O objetivo passou por sensibilizar os mais novos para a importância da saúde oral e, simultaneamente, despertar interesse pelas profissões ligadas à medicina dentária. Foi um projeto em que investimos com convicção e que teve um impacto bastante positivo.

Que especialidades têm registado maior crescimento e procura nos últimos anos?

Existem atualmente duas grandes áreas em forte crescimento dentro da medicina dentária: a estética e a reabilitação oral. Na componente estética, tratamentos como os alinhadores invisíveis e as facetas dentárias têm registado uma procura muito significativa, acompanhando uma crescente preocupação das pessoas com a imagem e o bem-estar. Já na área da reabilitação oral, destacam-se os tratamentos com implantes dentários, que representam hoje a solução de excelência para a substituição de dentes perdidos, através de implantes e respetivas coroas ou próteses. São claramente duas áreas que têm impulsionado a evolução da medicina dentária nos últimos anos.

«A Academia de Formação é um projeto inovador, dedicado não apenas à formação técnica, mas também ao desenvolvimento de competências humanas, de liderança e de gestão»

A Dental Light prepara novas instalações em Braga. O que representa este investimento para a organização?

Este investimento representa um marco muito importante para o futuro da Dental Light e para a concretização da visão estratégica da marca. Precisávamos de uma sede alinhada com os nossos planos de crescimento e com a dimensão do projeto que queremos desenvolver nos próximos anos. Ao mesmo tempo, esta aposta reforça também a ligação à cidade de Braga, onde a empresa nasceu e onde queremos continuar a manter as nossas raízes. Apesar da ambição nacional, faz sentido para nós permanecer ligados à cidade que viu nascer o projeto. O novo edifício reunirá a clínica de Braga, os escritórios e a administração central, funcionando como o centro operacional de toda a estratégia de expansão. Com cerca de 1.800 metros quadrados, permitirá integrar várias valências, entre as quais se destaca a futura Academia de Formação Dental Light. Este será um projeto inovador, dedicado não apenas à formação técnica, mas também ao desenvolvimento de competências humanas, de liderança e de gestão, fundamentais para quem pretende construir uma carreira sólida e diferenciadora na área da medicina dentária.

O que é que significa este projeto a médio-longo prazo para a marca?

A médio e longo prazo, este projeto representa a afirmação da Dental Light como uma referência relevante na medicina dentária em Portugal. Existem já no país academias de formação de elevada qualidade e o nosso objetivo não passa por substituir ninguém, mas sim acrescentar valor através de um conceito diferenciador. Algumas clínicas promovem ações formativas, mas uma academia criada de raiz, com a dimensão e a estrutura que pretendemos implementar, será algo verdadeiramente inovador no setor.

O que podem os pacientes esperar deste novo espaço em termos de experiência, tecnologia e capacidade clínica?

Os pacientes poderão contar com uma capacidade de resposta significativamente reforçada. A clínica passará de seis para dez consultórios, acompanhada por uma equipa médica mais ampla e preparada para responder às diferentes necessidades clínicas. O novo espaço foi pensado para proporcionar conforto, tranquilidade e bem-estar, aliando modernidade arquitetónica à história do próprio edifício. Queremos que os pacientes sintam um ambiente acolhedor, menos associado à ansiedade tradicionalmente ligada às consultas dentárias. Paralelamente, o espaço foi concebido também para melhorar as condições de trabalho das equipas, permitindo um atendimento ainda mais próximo, personalizado e eficiente.

«A essência da Dental Light passa por melhorar a vida das pessoas e das comunidades, tornando o amanhã melhor do que o presente»

Braga tem vindo a afirmar-se como um polo económico e tecnológico relevante. Essa dinâmica influenciou a aposta da marca na região?

Sem dúvida. Independentemente das origens da empresa, se Braga não reunisse hoje as condições necessárias para sustentar o crescimento da Dental Light, naturalmente teríamos de ponderar outras localizações. Felizmente, Braga afirma-se cada vez mais como uma cidade moderna, dinâmica e orientada para o futuro. É uma cidade que consegue conjugar a sua identidade histórica e milenar com uma forte capacidade de inovação e desenvolvimento tecnológico. Além disso, continua a ser uma cidade muito centrada nas pessoas e na qualidade de vida, fatores que valorizamos bastante.

Existem outras regiões estratégicas para expansão nos próximos anos?

A Dental Light tem atualmente em curso um plano de expansão ambicioso que prevê a abertura de 70 clínicas até 2034. Trata-se de um projeto já em execução e que pretende garantir presença em todo o território nacional, incluindo regiões do interior e arquipélagos. Acreditamos que democratizar o acesso à medicina dentária significa precisamente chegar a todas as pessoas, independentemente da localização geográfica. Por isso, queremos estar presentes em todos os distritos do país e não apenas nas zonas economicamente mais atrativas. Essa visão faz parte da identidade da marca e reflete um compromisso genuíno com a proximidade e com a responsabilidade social.

A internacionalização continua a fazer parte dos planos da empresa?

Sim, continua a fazer parte da estratégia da Dental Light. A medicina dentária portuguesa é altamente reconhecida a nível internacional e acreditamos que faz sentido levar essa qualidade além-fronteiras. Ao mesmo tempo, a internacionalização pode também representar uma oportunidade para valorizar o talento português e criar condições competitivas dentro de uma empresa nacional. Ainda assim, a prioridade atual continua a ser a consolidação da expansão em Portugal. Naturalmente, o ritmo e o momento da internacionalização dependerão das oportunidades que surgirem. Em qualquer cenário, existe um princípio inegociável: apesar de ser uma empresa com objetivos empresariais claros, a Dental Light atua na área da saúde e isso exige uma forte responsabilidade ética e social.

Como imagina a Dental Light no futuro?

A Dental Light é, para mim, muito mais do que uma empresa; faz verdadeiramente parte da minha vida. Costumo dizer, em tom de brincadeira, mas com sinceridade, que tenho dois filhos e um terceiro filho chamado Dental Light. O que desejo para o futuro da marca é aquilo que desejo para qualquer projeto humano saudável: crescimento sustentável, estabilidade e orgulho coletivo. Mais do que uma expansão desenfreada, quero que a empresa continue a ser um espaço onde as pessoas se sintam valorizadas, motivadas e felizes por pertencer. Se conseguirmos manter essa cultura viva, isso já representará uma enorme realização.

Hoje em dia ainda exerce ou é simplesmente empresário?

Deixei a prática clínica em 2017, numa fase em que a Dental Light se preparava para abrir a quarta clínica. Foi necessário tomar uma decisão estratégica: continuar na prática clínica ou dedicar-me integralmente à gestão. Após cerca de 30 anos de exercício clínico, senti que o maior desafio naquele momento estava precisamente na construção e desenvolvimento da organização. Sempre tive um perfil empreendedor e interesse pela gestão, área na qual fui investindo continuamente em formação. Hoje acredito muito num modelo de liderança partilhada. O meu papel passa sobretudo por coordenar equipas altamente competentes, dar-lhes autonomia, responsabilidade e criar as condições para que possam desenvolver todo o seu potencial. Na Dental Light, a confiança é um valor absolutamente essencial.

Depois de tudo o que construiu, o que ainda o motiva diariamente?

O que mais me motiva continuam a ser as pessoas e o potencial do projeto. Acredito profundamente na capacidade de crescimento da Dental Light e das equipas que fazem parte dela. O meu principal objetivo é garantir que esse potencial não fica por concretizar. Hoje, o meu papel passa muito por motivar, inspirar e ajudar as pessoas a crescer dentro da organização. Gosto da gestão porque gosto de ver projetos vivos, dinâmicos e com impacto real na vida das pessoas.

Se pudesse resumir a essência da Dental Light numa única ideia, qual seria?

A essência da Dental Light passa por melhorar a vida das pessoas e das comunidades, tornando o amanhã melhor do que o presente. Essa é a missão que orienta o nosso trabalho diário. Costumo recordar um exercício que fizemos internamente, em que apresentei o número 5.184.000, que é o número médio de minutos que uma pessoa passa a trabalhar ao longo da vida. São muitos minutos e, embora seja impossível que todos sejam felizes, temos a responsabilidade de garantir que a grande maioria o seja. Porque só assim é possível construir projetos verdadeiramente bem-sucedidos, sustentáveis e humanos.

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