Sem nunca perder a identidade que a viu nascer em Braga, a SABSEG afirma-se hoje como uma das principais referências na corretagem independente na Península Ibérica. Em entrevista, Fernando Araújo, administrador e Chief Legal and Human Resource Officer, aborda mais de duas décadas de crescimento sustentado, reflete sobre os desafios de um setor em transformação e sublinha o compromisso contínuo da organização com a confiança, a especialização e a centralidade no cliente como pilares de uma estratégia orientada para o futuro.
A SABSEG nasceu em 1999, em Braga. Que visão esteve na origem da criação da empresa e de que forma essa visão evoluiu ao longo de mais de quase três décadas?
A SABSEG nasce de uma convicção muito clara: a de que o cliente precisava de alguém verdadeiramente ao seu lado. Num setor muito centrado na venda, entendemos desde cedo que o seguro devia ser tratado como uma responsabilidade e não apenas como uma transação. Foi com essa visão que começámos, em Braga, em 1999: construir uma corretora independente, tecnicamente exigente, mas próxima do ponto de vista humano. Não apenas um intermediário, mas um parceiro capaz de acompanhar, esclarecer e assumir responsabilidade ao longo do tempo. Ao longo destes mais de 26 anos, essa visão não mudou — amadureceu. Crescemos, ganhámos dimensão, investimos em tecnologia e alargámos a nossa presença. Mas há algo que permaneceu igual: a forma como olhamos para o cliente. Continuamos a acreditar que o nosso papel é proteger com responsabilidade, aconselhar com rigor e construir relações de confiança duradouras.

Olhando para o percurso da SABSEG, quais considera terem sido os momentos mais determinantes para a consolidação do grupo no mercado segurador?
Mais do que momentos isolados, o que melhor define o percurso da SABSEG é a consistência. A confiança que fomos conquistando não nasceu de um episódio específico, mas de muitas decisões bem tomadas ao longo do tempo. Houve, naturalmente, etapas importantes. A consolidação no mercado nacional foi uma delas, sustentada num crescimento orgânico sólido e numa relação próxima com clientes e parceiros. Mais tarde, demos um passo seguinte através de aquisições estratégicas, sempre com a preocupação de crescer sem perder identidade. Outro fator decisivo foi a forma como fomos reforçando a organização internamente, ganhando escala sem perder cultura, exigência e sentido de responsabilidade. E a afirmação como corretor independente líder na Península Ibérica é, para nós, consequência natural desse percurso.
A cultura de confiança, rigor e profissionalismo tem sido apontada como base do crescimento. Como se traduzem estes valores no dia a dia da organização?
Traduzem-se numa forma muito própria de estar e de trabalhar. Na SABSEG, estes valores não são apenas conceitos institucionais: condicionam decisões, moldam comportamentos e definem a forma como nos relacionamos com clientes, parceiros e equipas. A confiança traduz-se na responsabilidade com que assumimos o nosso papel. O rigor está presente na análise do risco, no cumprimento dos enquadramentos legais e regulatórios e na exigência técnica com que trabalhamos. E o profissionalismo vê-se na preparação das equipas, no respeito pelos processos, na confidencialidade e na qualidade da resposta. Mas há uma dimensão adicional muito importante: esta cultura também se constrói por dentro, na forma como acolhemos, desenvolvemos e enquadramos as pessoas, com ética, transparência e coerência. Porque uma organização só consegue gerar confiança para fora se for sólida por dentro.
A SABSEG ultrapassou recentemente os 800 milhões de euros em prémios intermediados. Que fatores explicam este crescimento sustentado?
É, acima de tudo, o reflexo de um percurso consistente, construído com base numa cultura sólida e numa forma muito responsável de estar no mercado. Há vários fatores que ajudam a explicar este resultado. Desde logo, a proximidade. Sempre tivemos uma relação muito próxima com o cliente, assente no conhecimento real das suas necessidades e numa presença contínua. Depois, a competência. Num setor como o nosso, não basta estar presente — é preciso saber aconselhar. Mas há um fator ainda mais importante: a confiança. Quando um cliente sente que está bem-aconselhado, que existe rigor, transparência e acompanhamento, permanece. E quando permanece, aprofunda a relação, recomenda e cresce connosco. Por isso, mais do que olhar para os 800 milhões como um número, olhamos para ele como um indicador de confiança acumulada e de um modelo que se tem provado consistente.

O grupo tem seguido uma estratégia que combina crescimento orgânico com aquisições. Como garantem a integração eficaz das corretoras adquiridas, preservando simultaneamente as suas competências locais?
Temos um princípio muito claro: integrar sem descaracterizar. Quando uma empresa se junta à SABSEG, não estamos apenas a incorporar uma carteira. Estamos a integrar uma história, uma equipa, uma cultura e relações construídas ao longo de anos no mercado local. Esse valor deve ser preservado e reforçado. Naturalmente, há um trabalho de integração: alinhamos processos, metodologias, sistemas e enquadramentos comuns. Mas fazemos esse trabalho com equilíbrio. Os processos integram-se relativamente depressa; as culturas exigem tempo, escuta e envolvimento. O nosso objetivo é potenciar o melhor de cada estrutura com a escala, a capacidade e a solidez da SABSEG. É essa combinação entre proximidade local e capacidade global que tem feito a diferença.
«A SABSEG procura transformar crescimento em capacidade de servir melhor, sem perder a atenção ao detalhe e ao cliente individual»
De que forma a SABSEG equilibra a ambição de crescimento com a manutenção de um serviço próximo e personalizado?
Esse é um dos desafios que mais protegemos. Desde o início que a SABSEG construiu a sua relação com o mercado numa lógica muito próxima, com conhecimento real dos clientes e dos seus contextos. Esse modelo não é negociável. A tecnologia ajuda-nos a ganhar eficiência, melhorar processos e responder com maior rapidez, mas nunca foi pensada para substituir a relação. Foi pensada para a reforçar. A relação continua a ser construída por pessoas: pela nossa rede, pelos nossos agentes e pelas nossas equipas. Os canais digitais vieram acrescentar conveniência e continuidade, mas sempre como complemento. No fundo, procuramos transformar crescimento em capacidade de servir melhor, sem perder a atenção ao detalhe e ao cliente individual.
A expansão para mercados como Espanha, Brasil, Angola e Moçambique reflete uma ambição clara de internacionalização. Quais são as prioridades estratégicas nestas geografias?
No caso da SABSEG, a internacionalização resultou sobretudo da evolução natural dos nossos próprios clientes. A partir de 2010, muitas empresas que acompanhávamos em Portugal expandiram a sua atividade para outras geografias, e entendemos que o nosso papel era continuar ao seu lado. Por isso, a nossa prioridade nestes mercados é garantir continuidade de serviço, proximidade e capacidade de resposta, sempre com adaptação à realidade local. Mais do que crescer por presença, queremos crescer com critério, acompanhando os nossos clientes onde precisem de nós e assegurando o mesmo rigor, a mesma confiança e a mesma qualidade de serviço que encontram na SABSEG em Portugal.
Que vantagens competitivas oferece o modelo de corretagem independente da SABSEG?
O modelo de corretagem independente tem, desde logo, uma vantagem muito clara: a liberdade. Liberdade para analisar o mercado, comparar soluções e aconselhar o cliente com base naquilo que faz mais sentido para a sua realidade. Mas a verdadeira diferença não está apenas no modelo — está na forma como ele é executado. E é aí que entra a SABSEG. Porque a independência, por si só, não resolve a complexidade do setor. Os seguros são técnicos, densos e, muitas vezes, difíceis de interpretar. O nosso papel não é apenas escolher entre soluções. É explicar, clarificar e ajudar o cliente a perceber o que está em causa, o que está coberto, o que não está e quais são os impactos de cada decisão. Na SABSEG, a independência é suportada por capacidade técnica, experiência, escala e sentido pedagógico. Não simplificamos o que não deve ser simplificado — explicamos.
Como é assegurado o equilíbrio entre aconselhamento técnico especializado e a defesa exclusiva dos interesses dos clientes?
Mais do que um equilíbrio, diria que é uma relação de causa e efeito. Na SABSEG, a especialização técnica existe para garantir que conseguimos defender, com autoridade e consistência, os interesses das pessoas e empresas nossas clientes. Num setor como o nosso, a complexidade é inevitável. Há coberturas, exclusões, limites, enquadramentos legais e impactos que muitas vezes só se tornam visíveis em momentos críticos. É precisamente aí que a especialização faz a diferença. A nossa capacidade técnica permite-nos analisar com profundidade, identificar fragilidades e estruturar soluções adequadas. Mas essa competência só faz sentido se for traduzida em decisões claras para o cliente. E isso exige autoridade, no melhor sentido do termo: conhecimento, experiência, consistência e responsabilidade. É essa combinação entre conhecimento, autoridade e independência que nos permite liderar com credibilidade.


A SABSEG tem apostado na digitalização e na modernização tecnológica? Que impacto têm estes investimentos na eficiência operacional e na experiência do cliente?
A digitalização é uma prioridade estratégica, mas há um princípio que nunca perdemos de vista: a tecnologia vem depois das pessoas e ao serviço das pessoas. Tudo começa nas equipas. São elas que conhecem o cliente, interpretam o risco e dão resposta nos momentos mais exigentes. A tecnologia não substitui essa relação — potencia-a. O investimento que temos vindo a fazer visa melhorar a eficiência interna e elevar a experiência do cliente. Hoje conseguimos estar presentes de forma mais contínua e integrada através de vários canais: a rede de agentes e equipas comerciais, a SABSEG MAIS, a app, o WhatsApp, o chatbot, o site, o blog e os canais de comunicação direta. O que procuramos não é digitalizar por digitalizar, mas criar uma experiência omnicanal, simples e consistente, onde o cliente pode interagir connosco da forma que for mais conveniente, sem perder qualidade nem continuidade.
«Colocar o cliente no centro não é, para nós, um conceito abstrato. É um critério muito concreto de decisão»
A SABSEG coloca o cliente no centro da sua estratégia. Como é que este princípio orienta as decisões de inovação, comunicação e serviço?
Colocar o cliente no centro não é, para nós, um conceito abstrato. É um critério muito concreto de decisão. Na prática, qualquer iniciativa tem de responder a uma pergunta simples: isto vai contribuir para melhorar a vida das pessoas e empresas nossas clientes? Se a resposta for clara, avançamos. Se não for, não avançamos. Ao nível da inovação, isso significa investir naquilo que resolve problemas reais e melhora a capacidade de resposta. Ao nível da comunicação, obriga-nos a ser claros, úteis e responsáveis. E ao nível do serviço, traduz-se numa lógica de acompanhamento contínuo. Não vemos a relação com o cliente como um momento, mas como um percurso. Colocar o cliente no centro é, no fundo, uma disciplina de coerência.

O Grupo destaca frequentemente as pessoas como o seu principal ativo. Que políticas têm sido implementadas para atrair, desenvolver e reter talento?
Quando falamos de pessoas como principal ativo, estamos a referir-nos a um fator crítico para a sustentabilidade do negócio. O nosso setor assenta em conhecimento, responsabilidade e relação. E isso não se constrói sem pessoas preparadas, comprometidas e alinhadas com a cultura da organização. Procuramos pessoas com competência técnica, mas também com sentido de responsabilidade, capacidade de análise e atitude certa. Depois, há uma aposta clara no desenvolvimento, com formação contínua técnica, comercial e comportamental. Mas desenvolver pessoas não é apenas formar. É criar percursos de crescimento, dar contexto, envolver nas decisões e criar condições para que cada profissional possa evoluir. Ao nível da retenção, procuramos construir um ambiente sólido, exigente e equilibrado, com clareza, reconhecimento, estabilidade e confiança. Porque sabemos que são as pessoas que garantem a qualidade do serviço e a continuidade do nosso crescimento.
A SABSEG tem vindo também a reforçar a sua atuação em matéria de ESG. Como integram a sustentabilidade na vossa estratégia global?
Na SABSEG, o ESG não é um tema paralelo ao negócio. É uma dimensão cada vez mais integrada na forma como pensamos crescimento, risco, governação e relação com o mercado. Essa integração faz-se, desde logo, ao nível da governação. Sustentabilidade começa em regras claras, responsabilidade, transparência e visão de longo prazo. Faz-se também ao nível da relação com clientes, através de um aconselhamento responsável e atento à evolução das exigências do mercado. E concretiza-se ainda ao nível interno, na forma como trabalhamos, promovemos diversidade, desenvolvemos pessoas e reduzimos desperdícios e ineficiências. No fundo, integramos a sustentabilidade em quatro planos: governar melhor, aconselhar com responsabilidade, operar com mais consciência e preparar o negócio para um contexto mais exigente.
No que diz respeito à Responsabilidade Social, projetos como o “Agarra-te” e a Calculadora de Pegada Carbónica evidenciam também um compromisso à sociedade, de proximidade e de apoio ao talento. Como funcionam e que impacto concreto têm estas iniciativas?
Estas iniciativas mostram bem uma convicção que temos: uma empresa não deve crescer apenas para dentro; deve também gerar valor à sua volta. O AGARRA-TE cruza dimensões que valorizamos muito: apoio ao talento, inclusão e proximidade à comunidade. Ao longo do tempo, foi-se materializando em iniciativas com impacto real, em contacto com pessoas, instituições e territórios concretos. Já a Calculadora de Pegada Carbónica traduz outra dimensão do nosso compromisso: ajudar a transformar consciência em ação. Mais do que uma ferramenta tecnológica, tem um valor pedagógico e de sensibilização, aproximando a sustentabilidade da realidade concreta das pessoas e das empresas. No fundo, estas iniciativas mostram que, para a SABSEG, a responsabilidade social não é acessória. É uma extensão natural da forma como entendemos o nosso papel: estar próximos, contribuir de forma útil e ajudar a construir um futuro com mais consciência e mais valor humano.
A SABSEG mantém, igualmente, alianças de longa data, em diversas áreas. No deporto, particularmente, com distintas parcerias conhecidas, uma delas de grande impacto com o SC Braga. Que importância têm estas ligações na estratégia do grupo?
Estas ligações têm, para nós, um significado que vai muito além da visibilidade. São uma extensão natural da forma como a SABSEG se posiciona: próxima das comunidades, envolvida no território e comprometida com aquilo que faz parte da vida das pessoas. No caso do desporto, e em particular numa parceria como a que temos com o SC Braga, falamos de identidade, ligação emocional e continuidade. São instituições com forte presença na comunidade e com valores de esforço, consistência, superação e ambição, com os quais nos identificamos. Há também uma dimensão estratégica importante: estas parcerias reforçam a proximidade da marca num contexto diferente do comercial e criam relações mais profundas e duradouras. Não as vemos como ações pontuais, mas como relações construídas ao longo do tempo, com coerência e alinhamento de valores.
«Braga faz parte do nosso ADN. Foi aqui que construímos as primeiras relações e desenvolvemos uma cultura assente na proximidade, no rigor e na responsabilidade»
Como se articula o crescimento da marca com a sua ligação às comunidades locais, nomeadamente à cidade de Braga, onde a SABSEG nasceu?
Para nós, crescimento e ligação às comunidades não são realidades opostas — são complementares. A SABSEG nasceu em Braga, cresceu a partir de Braga para o mundo e leva consigo essa identidade para todos os mercados onde está presente. Não vemos a nossa origem como algo ultrapassado, mas como uma base que continua a influenciar a forma como pensamos e nos relacionamos. Braga faz parte do nosso ADN. Foi aqui que construímos as primeiras relações e desenvolvemos uma cultura assente na proximidade, no rigor e na responsabilidade. À medida que crescemos, procuramos replicar essa lógica de proximidade em cada contexto. Crescer, para nós, não significa afastar. Significa ganhar capacidade mantendo ligação local.
O que representam as novas instalações de Braga na vossa dinâmica empresarial e no futuro da cidade?
As novas instalações representam, antes de mais, um sinal claro de continuidade. Não são apenas um espaço físico; são uma infraestrutura pensada para responder a uma organização que cresceu e que precisa de condições adequadas para continuar a evoluir. Internamente, representam melhores condições de trabalho, maior interação entre equipas e mais eficiência operacional. Mas, acima de tudo, são um investimento nas pessoas. Há também uma dimensão estratégica. Ao reforçar a nossa presença em Braga, estamos a afirmar que o crescimento da SABSEG não implica deslocar o centro de decisão, mas sim fortalecê-lo. E isso liga-se ao futuro da cidade: uma empresa que cresce, investe e desenvolve pessoas contribui para a dinâmica económica local e para a afirmação do território.

Quais são hoje as principais prioridades estratégicas da SABSEG?
As nossas prioridades estratégicas estão alinhadas com aquilo que sempre nos orientou, mas adaptadas a um contexto mais exigente, mais digital e mais competitivo. A primeira é o crescimento sustentado, com critério e qualidade. A segunda é a transformação digital e a integração tecnológica, sempre ao serviço de uma melhor experiência do cliente. A terceira é o reforço da nossa proposta de valor, assente em independência, capacidade técnica, proximidade e qualidade de serviço. A quarta é a gestão de pessoas e o desenvolvimento de talento, porque sabemos que o nosso crescimento depende diretamente das equipas. E há uma prioridade transversal a todas as outras: a confiança na relação com o cliente. Tudo tem de responder à mesma pergunta: isto melhora o serviço, a relação e a capacidade de resposta? Se não melhorar, não é prioridade.
Num futuro cada vez mais digital e exigente, como antecipa a evolução do setor da corretagem de seguros?
Acredito que o setor da corretagem vai entrar numa fase de transformação ainda mais profunda, mas essa transformação não diminuirá a relevância do corretor. Pelo contrário, aumentará a exigência sobre aquilo que distingue um verdadeiro corretor: capacidade de interpretação, especialização, confiança e proximidade. O cliente vai querer mais autonomia quando ela lhe for útil, mas também vai querer aconselhamento sério quando a decisão for complexa ou tiver impacto relevante. Essa coexistência entre conveniência digital e relação humana será um dos traços centrais da próxima fase do setor. Quanto maior for a automação, maior será o valor de quem souber explicar, enquadrar e assumir responsabilidade. A corretagem tenderá a valorizar-se cada vez mais pela capacidade de simplificar complexidade e de acompanhar o cliente ao longo do seu ciclo de vida. Vejo um setor mais digital, mais regulado, mais exigente, mas também um setor em que a confiança e a autoridade técnica continuarão a ser decisivas.
Que papel pretende a SABSEG desempenhar nesse futuro, tanto a nível nacional como internacional?
A SABSEG quer afirmar-se nesse futuro como uma referência de confiança, de especialização e de capacidade de adaptação. A nível nacional, queremos continuar a consolidar a nossa posição de liderança na corretagem independente, não apenas pela dimensão, mas sobretudo pela qualidade da proposta de valor. Queremos ser reconhecidos como uma organização que alia conhecimento técnico, proximidade, independência e capacidade de inovação. A nível internacional, queremos continuar a crescer com critério, reforçando a presença onde possamos acrescentar valor real e construir relações duradouras. No fundo, queremos desempenhar um papel de liderança moderna: uma liderança que combina escala com proximidade, tecnologia com relação humana, eficiência com responsabilidade e crescimento com solidez.
Para terminar, se tivesse de definir a SABSEG em três palavras, quais seriam, e que atributos considera essenciais manter e quais deverão evoluir na atividade do grupo nos próximos anos?
Há atributos que são inegociáveis e que têm de se manter: a confiança na relação com as pessoas e empresas nossas clientes, a proximidade, o rigor e a independência. São pilares que não mudam; reforçam-se. Mas há dimensões que têm de evoluir: a capacidade tecnológica e digital, a especialização, a eficiência organizacional e a forma como comunicamos e nos relacionamos. A SABSEG já não é apenas uma referência nacional. É uma organização com presença internacional e com responsabilidade acrescida. Isso exige uma visão mais alargada e mais exigente. No fundo, aquilo que queremos é simples, mas exigente: manter aquilo que nos trouxe até aqui e evoluir tudo o que nos permite ir mais longe. Porque crescer, para nós, nunca foi apenas uma questão de dimensão. É, acima de tudo, uma questão de consistência, de responsabilidade e de visão de longo prazo. O Futuro é com a SABSEG.

