entrevista

EM OFF com Zezé Fernandes | Músico

Há 35 anos que Zezé Fernandes escreve a sua história na música, um percurso iniciado em maio de 1991 e marcado pela autenticidade de quem nunca teve receio de seguir o próprio caminho. Nesta conversa “EM OFF”, o músico revela-se para lá dos palcos: um homem que se define como “pensativo”, que encontra refúgio nas cordas de um bandolim ou de um cavaquinho nos dias menos bons e que continua a olhar para o futuro sem esquecer o passado. Entre a admiração por Braveheart, o desejo de um dia cantar com mariachis no México, a paixão por Viana do Castelo e a simplicidade de um prato de ovos estrelados com arroz seco, surgem também respostas inesperadas, marcadas pelo humor, pela frontalidade e por uma visão muito própria da vida. Um retrato descontraído, mas genuíno, de um artista que continua fiel a si mesmo e à música que o acompanha desde o primeiro dia.

 

Qual seria o título da sua autobiografia?

Muito sinceramente, não me estou a ver a escrever autobiografias.

Se pudesse viver dentro de um filme, qual escolheria?

Braveheart. Conheço todas as personagens e passagens!

Uma palavra que o descreve, atualmente?

Pensativo (futuro).

Qual é a sua música preferida?

I Love You, de Lee Clayton.

Quem gostava de ter como convidado num jantar?

David Coverdale (Whitesnake).

Se só pudesse comer um prato para o resto da vida, qual seria?

Ovos estrelados com arroz seco.

Café ou chá? Com ou sem açúcar?

Chá com açúcar (só no inverno).

Qual é a sobremesa que nunca consegue recusar?

Mousse de chocolate da minha sogra.

Verão ou inverno? E porquê?

Verão. É muito mais alegre.

Um livro que o marcou?

Os Lusíadas. Levei com ele na cabeça numa brincadeira.

Qual é a sua cidade de eleição?

Viana do Castelo.

O que não pode faltar na sua mala ou mochila?

Kit das unhas.

Qual seria a sua habilidade superpoderosa?

Desenhar casas.

Qual é a primeira coisa que vê no telemóvel de manhã?

Aplicação para me pesar.

Se pudesse dominar instantaneamente uma nova língua, qual seria?

Mirandês.

Qual é o seu lema de vida?

Mais vale fazer mal do que estragar (comida).

O que faz para se animar num dia mau?

Toco bandolim ou cavaquinho.

Preferia viajar para o passado ou para o futuro? Porquê?

Para o passado. Para resolver algumas questões históricas muito mal resolvidas. A forma como foi criado o estado de Israel, por exemplo.

Viagem de sonho?

México, para ouvir e cantar com os Mariachis.

Clube do coração?

Sporting Clube de Braga.

Qual foi a coisa mais inesperada que aprendeu recentemente?

Que os ditos amigos nos podem desiludir.

Qual é o seu guilty pleasure (Ou seja, que coisa gosta tanto de fazer, mas gosta pouco de confessar)?

Sexo.

Qual o maior medo que tem?

Perder as pessoas que mais gosto.

Quem é o seu ídolo?

Eu.

Uma memória que nunca esquecerá?

O dia 25 de Maio de 1991, quando comecei a minha carreira.

 

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