entrevista

EM OFF com Rui Marques | Diretor Geral da Associação Empresarial de Braga

Entre o inconformismo de quem acredita que é sempre possível ir mais longe e o pragmatismo de quem prefere “falar menos e fazer mais”, Rui Marques tem o olhar apontado ao futuro. Fascinado pelo universo de Interstellar, mas ancorado na importância das relações humanas, o diretor-geral da Associação Empresarial de Braga (AEB) vive para “fazer acontecer”, dentro e fora da esfera profissional. Entre desafios desportivos, viagens ao Japão e a curiosidade permanente pelo que ainda está por vir, traça o seu próprio percurso como quem pedala contra o tempo, com a ambição de lhe acrescentar mais horas, mas sem perder de vista o que verdadeiramente importa.

 

Qual seria o título da sua autobiografia?

Fazer acontecer.

Se pudesse viver dentro de um filme, qual escolheria?

Interstellar. Pelo fascínio que tenho pelo espaço e pela forma como mostra que, por mais longe que a ciência e a tecnologia nos levem, são as relações humanas e os afetos que verdadeiramente dão sentido à nossa existência.

Uma palavra que o descreve, atualmente?

Inconformado.

Qual é a sua música preferida?

Your Song, de Elton John. Pela forma como consegue transmitir sentimentos que muitas vezes são difíceis de colocar em palavras.

Quem gostava de ter como convidado num jantar?

Barack Obama. Pela inteligência, serenidade, carisma e capacidade de mobilizar e inspirar pessoas.

Se só pudesse comer um prato para o resto da vida, qual seria?

Adoro peixe e não passo sem ele. Mas se tivesse mesmo de escolher um único alimento para comer todos os dias, seriam ovos. Estrelados, cozidos, mexidos, em omelete… gosto deles de todas as formas.

Café ou chá? Com ou sem açúcar?

Café durante o dia, chá à noite. Mas sempre sem açúcar.

Qual é a sobremesa que nunca consegue recusar?

Não sou particularmente apreciador de doces, mas quando encontro uma boa Sericaia é difícil resistir.

Verão ou inverno? E porquê?

Verão. Gosto dos dias longos, das noites quentes, do ambiente mais descontraído que esta época proporciona e das refeições ao ar livre. E, claro, porque quase não chove, o que me permite desfrutar muito mais da bicicleta.

Um livro que o marcou?

Os Maias, de Eça de Queirós. Pela extraordinária capacidade de retratar a sociedade portuguesa numa obra que continua surpreendentemente atual.

Qual é a sua cidade de eleição?

Paris. Porque tem uma energia única. É simultaneamente grandiosa, romântica e cosmopolita e tem um “je ne sais quoi” que a torna inesquecível.

O que não pode faltar na sua mala ou mochila?

Equipamento desportivo para uma corrida ou ida ao ginásio.

Qual seria a sua habilidade superpoderosa?

Conseguir dar mais tempo ao tempo.

Qual é a primeira coisa que vê no telemóvel de manhã?

As capas dos jornais do dia e os compromissos que tenho agendados.

Se pudesse dominar instantaneamente uma nova língua, qual seria?

Japonês.

Qual é o seu lema de vida?

Fala menos. Faz mais.

O que faz para se animar num dia mau?

Vou dar uma volta de bicicleta. O exercício ajuda-me a colocar tudo em perspetiva.

Preferia viajar para o passado ou para o futuro? Porquê?

Para o futuro. A curiosidade sobre o que ainda está por vir é maior do que a nostalgia pelo que já passou.

Viagem de sonho?

Japão. Fi-la este ano com a minha esposa e gostámos tanto da experiência que já sabemos que vamos voltar.

Clube do coração?

Sporting Clube de Portugal.

Qual foi a coisa mais inesperada que aprendeu recentemente?

Que a idade é muito menos limitadora do que imaginamos. Aos 50 anos realizei os maiores desafios desportivos da minha vida e percebi que, com disciplina e consistência, somos capazes de muito mais do que pensamos.

Qual é o seu guilty pleasure (Ou seja, que coisa gosta tanto de fazer, mas gosta pouco de confessar)?

Maratonar séries nas plataformas de streaming. Tenho cinco subscrições ativas, o que talvez seja um sinal de que gosto mais deste passatempo do que estou disposto a admitir.

Qual o maior medo que tem?

Não aproveitar plenamente o tempo com as pessoas que mais gosto.

Quem é o seu ídolo?

Não idolatro ninguém em particular. Mas, atualmente, inspira-me muito o Jonas Vingegaard. Pela humildade, resiliência e capacidade de superação, sem nunca perder de vista a importância do trabalho de equipa e da família.

Uma memória que nunca esquecerá?

O nascimento dos meus filhos.

 

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